domingo, 8 de março de 2026

POESIA: no aperto das BOLAS

Olá, bagudos!

Espero que curtam...



No Aperto das Bolas

Não é no braço,
nem na expressão;
o corpo do macho cedo aprende
o peso das bolas na decisão.

Há algo mais abaixo
que o orgulho quer negar:
um segredo guardado
na pele fina do saco a pulsar.

Basta um olhar
que desça devagar,
e o silêncio cresce
em volta dos ovos a esperar.

Não é a dor que fala,
é o presságio do aperto:
o corpo inteiro escuta
o destino dos bagos por perto.

Machão faz discurso,
bate no peito, faz questão,
até lembrar de repente
das frágeis nozes na tensão.

Os machos tentam manter firme
a pose dura de machão,
mas o pensamento volta sempre
ao silêncio do saco preso na mão.

O orgulho levanta,
o instinto aflora:
mas há um limite antigo
pendurado no escroto por fora.

Por isso a realidade
se mostra sem disfarce,
até o mais forte dos machos entende
o valor das bolas no saco nesse impasse.

Porque quando a verdade
aparece sem demora,
até o mais duro entende
que são os ovos que decidem essa história.

Pois um par de bagos na mão,
não importa o tamanho do machão,
vai se curvar até o chão,
com a dor latejante no culhão.

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